Otto Rank – Seja bem-vindo a este site!

Aqui você poderá ler sobre a obra do psicanalista Otto Rank (1884 – 1939), com ênfase nas influências de Nietzsche, Schopenhauer e Kant em sua obra.
Otto Rank leva em consideração que o ser humano possui uma vontade de viver que é dada com a própria existência, que se mostra como afirmação e expansão da vida. No entanto, isso encontra a limitação da decadência do corpo e da morte física. A partir daí, teremos que o aspecto de afirmação da vida irá se expressar como criação, no âmbito dos sistemas simbólicos e da cultura, de tudo o que esteja ligado à afirmação e expansão, principalmente, da vida da subjetividade. Essa afirmação da vida se traduzirá, portanto, na criação da personalidade e da cultura. Isso não será a ilusão pueril de que a morte não existe, mas a criação dos valores que poderão redimir, por meio da afirmação da personalidade, aquilo que não poderá ser redimido no corpo, pela sua inevitável decadência. Haverá, portanto, uma ênfase no que leva o indivíduo a “ser mais”, naquilo que lhe é especificamente humano para além da determinação biológica, como a sua autonomia, a sua responsabilidade e a sua consciência moral. Mas, isso não será uma conformidade à ordem burguesa, ou às normas das estruturas de poder social de qualquer época, pois os valores de afirmação da vida, que são os verdadeiros valores humanos, repousam no que transcende a compreensão racional, que é a vontade irracional, incondicionada e incognoscível. Essa vontade será, paradoxalmente, o reservatório moral e espiritual para a sempre renovada proteção da pessoa e de seus valores, necessários para a afirmação da dignidade de seu viver. Essa assertividade necessita ser feita em contraposição à racionalidade das estruturas de poder e dominação, as quais sempre querem enfraquecer a vontade por meio de uma culpa supostamente racional. A ética da vida, portanto, transcende a racionalidade de cada  época e de cada sociedade, e suas normas contingentes.